Compulsão alimentar… o que fazer?

Olá, tudo bem?

Em momentos anteriores já falei pra ti sobre a importância de olhar para o que está por detrás da compulsão alimentar, que é um sintoma de que algo na tua vida não está indo bem e deve ser modificado.

Em muitos casos, a compulsão alimentar funciona como uma cortina de fumaça que nos impede de ver o verdadeiro problema: a perda do controle emocional pela necessidade de preencher o vazio em outras áreas da vida.

As dietas não funcionam porque a comida e o peso são os sintomas, não o problema. Por esse motivo é que insisto tanto que comer se trata de comportamento e é esse que deve ser modificado quando existe o desejo de emagrecer.

Por isso, quero te propor que tu reflita sobre as diferentes áreas da tua vida e procure perceber onde pode estar ocorrendo a maior dificuldade ou desequilíbrio. Eu conversei com a Daniela Adami, a psicóloga que trabalha comigo. E a gente elencou  algumas das áreas significativas da nossa existência. Vou te dizer aqui quais são, sugiro que tu dê uma nota de 0 a 10 a cada uma delas, pode até anotar num papel se desejar. Vamos lá?

  • Vida social
  • Família
  • Relacionamento afetivo
  • Saúde
  • Qualidade de vida
  • Carreira
  • Condições financeiras
  • Trabalho
  • Espiritualidade
  • Autoestima

Então, através desse exercício, tu conseguiu visualizar de melhor maneira onde estão as tuas maiores dificuldades? O que precisa ser modificado/melhorado para que tu tenha mais plenitude e não precise utilizar a comida como “fuga”?

Ainda quero te pedir que escolha uma dessas áreas para ser melhorada e escreva três atitudes práticas que vai dar início para que a mudança ocorra. Gostaria muito que compartilhasse comigo quais são essas atitudes nos comentários, pode ser?

Gostaria de finalizar esse post com uma citação que achei muito sensata:

Se deixarmos de alimentar essa criança magoada que existe dentro do adulto solitário, podemos nutrir o amor e dar início a intimidade. Dessa forma, liberamos a dor no passado e nos fixamos no presente. Somente se nos concedermos um espaço para intimidade e amor, aprenderemos a aproveitar comida e não utilizá-la como um substituto” (Geneen Roth)

As minhas pacientes de consultório e grupos não emagrecem com dietas, elas emagrecem porque a gente trabalha esses fatores de ansiedade, compulsão, fome emocional e impulsividade. O emagrecimento tem muito mais a ver com o que a gente pensa/sente… do que com o que a gente come.

Até logo!

2 comentários

  1. Maylla Karina de Souza comentou:

    preciso tanto de ajuda quanto mais penso que deveria comer menos, mais instigada a comer me sinto, sempre que qualquer coisa por mais pequena que seja me deixe brava vejo como justificativa pra correr pra comida, tenho apenas 23 anos dois filhos 2 e 1 ano. E estou em torno de 32 kg acima do peso que me sentia bem. Já não sei o que fazer.

    1. Oii Maylla, tudo bem?? Fico muito feliz com a confiança que você deposita em mim para desabafar. Tenho que certeza que não é nada fácil ter tanta responsabilidade com uma idade relativamente jovem para tanto. Acredito que você fique sobrecarregada e por conta disso veja um conforto na comida, mas aí vem a culpa porque a comida não resolveu e acabou piorando né? Isso é um ciclo bem comum, e não acontece apenas com você. O que você precisa é de uma mudança de hábitos, pode parecer difícil no começo mas é totalmente possível, tenho inúmeros casos bem sucedidos de pacientes que passaram por isso e conseguiram mudar. Você pode começar essa mudança procurando outros jeitos de obter esse conforto, fazendo uma lista de atividades que são prazerosas para você,por exemplo: escutar música, tomar um banho mais demorado, caminhar, ir no cinema, ler um livro, ver um filme engraçado. Assim, quando a raiva, a angústia e esses sentimentos ruins bateram na sua porta, você tem que tentar fazer seu cérebro se acostumar a fazer outra coisa, e não só ir atrás da comida. Na minha página do Facebook e no Instagram eu tenho muitos conteúdos que falam sobre a mudança de hábitos. Você também pode seguir a psicóloga que trabalha comigo, a Daniela Adami. Estou aqui para tentar ajudar e mostrar que é possível mudar essa situação. Qualquer coisa que precisar, me mande mensagem, tá bom? Beijos.

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